Ângelo Coronel ameaça romper com PT caso seja impedido de concorrer ao Senado

As eleições de 2026 se aproximam e o clima entre o senador Ângelo Coronel (PSD) e o Partido dos Trabalhadores (PT) está cada vez mais instável. Prova disso foi a última declaração dada pelo congressista neste domingo (17), sobre o interesse de disputar a reeleição, mesmo que isso implique no rompimento com o grupo do governador Jerônimo.
Em entrevista ao portal Coração de Maria, Coronel afirmou que, dentro do PSD, seu nome é aceito pela ampla maioria e se manterá na busca pela vaga do Senado Federal. Caso os petistas insistam em uma chapa ‘puro sangue’, com o senador Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil Rui Costa, as chances da legenda romper laços são altas.
“No PSD, estou escalado como candidato à reeleição. Se o PT quiser lançar outros nomes, é problema deles. Mas se o nosso partido não tiver garantido o seu espaço, não vamos ficar no PT. Podemos migrar, sair na oposição ou até seguir independente”, enfatizou.
A notícia repercutiu rapidamente nos bastidores políticos da Bahia e serviu como pólvora em dois sentidos: para a base governista de Jerônimo, uma bomba; para o União Brasil (UB) e próximos de ACM Neto, fogos de artifício.
No primeiro grupo, a apreensão de perder os pessedistas e, consequentemente, o apoio dos prefeitos no Estado – já que, de 417 cidades, 115 são comandadas pelo partido, o maior após conquista expressiva nas eleições de 2024.
Por outro lado, a oposição aguarda ansiosamente pelo desembarque de Coronel e sua numerosa e extensa rede de aliados, podendo abrir espaço para a formação de um acordo político entre UB e PSD, que se torna uma dor de cabeça para o governador e seus planos de reeleição.




