Quem é Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro preso em operação contra dados falsos de vacina e investigado por joias sauditas

Tenente-coronel e filho de general, Mauro Cid é ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) — função de assistência direta, inclusive para assuntos de natureza pessoal. Oficial com mais de 20 anos de Exército, ele foi alçado ao posto pouco antes da posse do ex-presidente, eleito em 2018.
Mauro Cid concluiu a Academia Militar das Agulhas Negras em 2000. Ele também foi instrutor da própria Academia e fez os principais cursos da carreira militar, como a escola de Comando Estado Maior, tendo sempre ficado entre os melhores da turma, como explicou Guilherme Mazui, repórter em Brasília em entrevista ao podcast O Assunto de 10 de março de 2023.
“Cid foi um ajudante de ordens que conseguiu ter mais influência que muitos ministros”, avaliou Mazui.
Na avaliação de Andréia Sadi, também em entrevista ao podcast O Assunto, Mauro Cid pode ser considerado a “memória do gabinete presidencial”.
“Cid, de fato, se coloca nesse lugar de defensor do presidente. Mas nos últimos dias mudou um pouco de discurso por conta desse escândalo”, disse Sadi em entrevista a Natuza Nery.
Como ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid ajudava em lives, filmava o “cercadinho” onde Bolsonaro falava com apoiadores e até encaminhava pagamento de demandas particulares da família do ex-presidente.
Mauro Cid também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento no vazamento de informações sigilosas de uma apuração sobre um suposto ataque hacker ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que faz um ajudante de ordens?
O ajudante de ordens assessora particularmente uma autoridade, como o presidente da República.
“O presidente é uma das autoridades que tem direito a ter um ajudante de ordens. No caso do presidente, é um trabalho em tempo integral. Os ajudantes de ordem ficam tanto em Brasília quanto em viagens dentro e fora do país e é um trabalho de assistência direta, inclusive para assuntos de natureza pessoal”, explicou Mazui.




