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Dia Mundial de Luta contra a Aids é marcado por ações de combate ao preconceito

Rio – O Cristo Redentor, os Arcos da Lapa, a passarela da Rocinha, a Câmara Municipal, a Cidade das Artes, o Museu do Amanhã, o MAR e os chafarizes do Parque Madureira serão iluminados de vermelho nesta quinta-feira (1º), para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data, que dá início ao Dezembro Vermelho, tem a função de lembrar a sociedade da importância do combate, das pesquisas científicas e da prevenção ao HIV, e também do enfrentamento ao preconceito e ao tabu que ainda existem em torno da doença. Durante todo o mês, ações de orientação e promoção da saúde voltadas ao tema acontecerão em diversos pontos da cidade.

O município do Rio tem 47 mil pessoas vivendo com o HIV, que estão cadastradas nos serviços de saúde. Por ano são registrados em média 2,2 mil novos casos, e em 2021 a taxa de detecção está em 34,1 novos casos a cada 100 mil habitantes, o que mostra a importância de se trabalhar continuamente a informação para a prevenção.

Todas as unidades de Atenção Primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) oferecem livre acesso para a orientação pré-teste, testagem, e orientação pós-teste de HIV, com acompanhamento ou profilaxia, quando houver manifestação de desejo da pessoa e/ou indicação clínica.

Todo o tratamento e medicação são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As unidades também disponibilizam os principais métodos de prevenção: além dos preservativos, a profilaxia pré-exposição (PrEP) é prescrita pela Atenção Primária e pode ser retirada em mais de 100 unidades distribuídas por toda a cidade. De 2021 para 2022, com a ampliação do acesso na rede municipal, o número de pessoas que utilizam essa medicação aumentou em cerca de 200%.

“O SUS tem o maior programa do mundo contra o HIV, que teve sua origem na década de 1980 e foi primordial para o controle da doença no país. Hoje os pacientes têm direito garantido à medicação que lhes dá qualidade de vida. Mas não é porque a doença já não mata como no passado que podemos relaxar. Os serviços de saúde e a sociedade precisam se manter sempre atentos, provendo e consumindo informações de qualidade sobre a doença e, principalmente, para a prevenção e a quebra dos preconceitos”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Ao longo do mês, todas as clínicas da família e centros municipais de saúde terão ações de orientação e promoção da saúde, divulgando informações sobre prevenção, tratamento, soropositividade, direitos da pessoa soropositiva e saúde mental. O objetivo é quebrar o estigma da doença pelo conhecimento, além de garantir o acesso à saúde e orientação para as pessoas com comportamento de risco.

Fechando o Dezembro Vermelho, a Secretaria Municipal de Saúde vai inaugurar, ainda este mês, o Centro Especializado em Infectologia (CEI), na Praça da Bandeira, que oferecerá consultas e exames de HIV, hepatites virais, hanseníase, tuberculose e nas especialidades clínicas associadas. O acesso dos pacientes será feito via inserção no Sistema de Regulação (SISREG) pelas unidades de Atenção Primária. Além disso, o CEI será uma referência para realização de pesquisas clínicas e treinamentos de profissionais de saúde da rede SUS.

“A clínica pretende servir como referência de tratamento, ela irá tratar não apenas de HIV e Aids, mas também outras patologias de infectologia. A inauguração está prevista para o início da segunda quinzena de dezembro”, disse a Dra. Ana Luiza Caldas, subsecretária de Atenção Primária da SMS-Rio. Além disso, ela discute sobre o papel do Dezembro Vermelho em conscientizar a população e trazer visibilidade sobre a importância do acesso e orientação na prevenção e tratamento do HIV e da Aids. “A data é um marco histórica nessa luta que já matou tantas pessoas”, afirmou.

A Coordenadoria Executiva da Diversidade Sexual (CEDS), órgão ligado à Secretaria de Governo e Integridade Pública, será responsável pela ação de iluminação dos pontos turísticos das cidades entre as noites de 1º e 3 de dezembro. Desde 1998, um ano depois de a Assembleia Mundial de Saúde fixar o 1º de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids, a data é celebrada no Brasil.

“A iluminação de monumentos em diversas capitais do mundo é um símbolo de solidariedade a todas as pessoas vivendo com HIV por ano e também uma homenagem àqueles que se foram. Nosso objetivo é que essa iluminação sirva para alertar sobre o risco da doença e a importância da sua prevenção”, falou Carlos Tufvesson, Coordenador Executivo de Diversidade Sexual.

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